sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Emudeci





E mais um compasso sem ele
O sorriso dele já não se via mais
Meu par se foi, a dança já não é a mesma
A melodia é num tom melancólico e desafinado
Não há mais dança, nem música, nem par
Me perco nos passos e não há quem me corrija
O salão torna-se imenso, as janelas multiplicam-se
Tudo transforma-se em silêncio
Um gritante silêncio que agride os ouvidos
Mais do que o tom desafinado de antes
Não ouço mais a voz dele, seus olhos já não me dizem mais nada
Porque eles também já não estão mais ali
E embora eu gritasse seu nome
A voz não saía, eu gritava o mais alto que podia
Mas a voz não saía...
Emudeci, emudeceis, emudeceram...
Um minuto! Ouço algo... está longe... mas consigo perceber um compasso
E fica cada vez mais longe, baixo...
Acordei. Tudo não passou de um sonho
Será?

sábado, 23 de outubro de 2010

Um brinde à amizade



Sorria! Perceba como a vida é bela
Olhe para o lado e veja seus amigos comemorando
Veja como estão felizes, sorrindo, brincando
Eles te olham e sorriem erguendo o copo
Não é bom estar com eles?
Olhe em volta, tudo não parece tão maravilhoso esta noite
Que até consegues esquecer todos os problemas do dia?
Mais um brinde: Saúde! Virem os copos
E amanhã estarão todos lembrando esta noite e rindo dos micos
Das frases e atitudes sem sentido, com sentido
Olha só! Já esquecestes os problemas, tudo é melhor agora
Pois sabes que eles sempre estarão ali pra te animar
Pra te confortar, revigorar suas forças e esperanças
Percebes agora, através de um pequeno exemplo
A importância da amizade?
Então façamos... Um brinde à amizade!

domingo, 3 de outubro de 2010

Me perdoe



De repente me peguei olhando suas fotos
E uma sensação estranha invadiu meu peito
Era a mão da incerteza que espremia meu coração
Pensei em nossa conversa de hoje e em outras
Toda certeza plena de que tinha feito a coisa certa
Escorreu por entre meus dedos
Será que fui capaz de magoar quando devia confortar?
Tu que me fizeste ver as coisas mais simples dessa vida
Como se fossem realmente as que mais importavam
Tu que és tão sublime como um anjo
Tão doce como o suave som de uma flauta
Tão amável como os olhos de uma criança ao ver quem mais ama à sua frente
Não, eu não faria isso
Deve ser obra do destino, é bem a cara dele
Pregar peças para que passemos a nos importar mais com o ser amado
A ter cuidado com as palavras ditas nas horas de medo
Sim, medo
Pois se te magoei foi por medo de te perder
Medo de nunca mais tê-lo perto de mim
Por isso te peço com minhas mais sinceras palavras:
Por favor, me perdoe...

sábado, 2 de outubro de 2010

Fale com as etrelas


Olhe para o céu, veja quantas estrelas existem nele
Lembra-se daquela noite?
Enxuguei teu rosto levando com as mãos toda aquela lágrima que corria
O céu não tinha lua, lembra? Só estrelas, como hoje
Então, acalme seu coração
Não permita que ele chore assim
Acalme seu coração com uma canção de amor
Como aquela nossa canção de amor
Nós ouvíamos sempre em nosso aniversário de namoro
Lembra-se? E dormíamos embriagados por ela...
Meu anjo, olhe para o céu
A lua não sorri hoje, mas as estrelas ainda estão por ali
Sorria para elas e diga o que está sentindo
Quem sabe elas te ouvirão? Tente, pelo menos uma vez....
Por favor, não deixe seu coração chorar
Diga para ele que isso passará
Que alguém chegará
Que alguém mais o amará
Assim como eu amei você...