quarta-feira, 1 de junho de 2011

Conte-me um segredo




As estrelas! São elas as verdadeiras responsáveis por isso!
Sim, exatamente elas.
Lembra-se que me disseste que elas guiaram teu caminho naquele dia?
Pois, foram elas também que me fizeram ficar ali
Travessas, esconderam-se por entre as nuvens para que assim eu não as seguisse
Elas me distraem facilmente, você sabe, perco-me no tempo contando-as...
Acho até que às vezes elas querem me contar algo
Mas quando começo a perceber, me distraio, e elas me trazem você
É incrível como seu sorriso me lembra a constelação da Denébola e da Régulo
Desconfio até que você faça parte dessa “conspiração estrelar”
E que este seja o segredo que elas tanto tentam me contar
Ahh... Estrelas arteiras...

Eis a questão...




Estive a pensar a respeito do “se apaixonar”
Refleti, ouvi opiniões e, mesmo que fossem unanimes
Ainda permanecia a minha dúvida
Afinal de contas, seria pior estar apaixonado ou não estar apaixonado?
Isso me remete a um grande sábio das paixões irremediáveis
Seria mais uma questão para o “ser ou não ser”?
Entremos nos argumentos que circundam a questão
Parece-me ruim ou no mínimo estranho
Não ter em quem pensar, chorar, ao menos lembrar
Seja numa música, num cheiro...
Poder olhar uma foto, uma mensagem ou o luar
E sentir vontade de sorrir instantaneamente
Sentir-se bem ao ouvir a voz, olhar nos olhos...
Chego à conclusão então de que seria muito ruim não estar apaixonado
Mas daí me vem à mente as paixões não correspondidas, as decepções, as traições...
E tudo que mencionei torna-se amargo, triste, angustiante
Seria, portanto ruim estar apaixonado?